Seminário reúne especialistas e reforça a importância de linguagem simples e transparência para fortalecer a relação com participantes
A série de seminários Conexões Previc, promovida pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), segue discutindo as mudanças trazidas pela Resolução Previc nº 26/2025. O segundo encontro da programação, realizado em 13 de março, aprofundou os aspectos relacionados à governança, comunicação e transparência nas entidades fechadas de previdência complementar.
O diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar, Ricardo Pena, destacou que a governança das entidades fechadas de previdência complementar não deve ser tratada apenas como uma exigência formal das normas. Segundo ele, tanto na regulamentação quanto na visão institucional da autarquia, a governança passou a ser entendida como um valor estruturante para o funcionamento das entidades.
Pena afirmou que a comunicação precisa ser encarada como um elemento estratégico, justamente por refletir a importância dos participantes para as entidades e para os planos de benefícios. O dirigente observou que, ao longo do seminário, os diferentes expositores reforçaram a mesma ideia: os trabalhadores precisam estar no centro da vida das entidades, que existem para atendê-los.
Ele também destacou que, embora cada entidade tenha suas próprias formas de estruturar a governança, existem parâmetros definidos pela supervisão. Para o diretor-superintendente, fortalecer esses mecanismos não deve ser visto como um custo. “Nós claramente não vemos a governança como um custo, porque na verdade é uma oportunidade, um investimento”, completou.
O segundo seminário contou com a participação da presidente da Fundação Copel, Ana Letícia Feller, e da gerente de Comunicação Institucional do Postalis, Patrícia Cunegundes, que abordaram os desafios da comunicação nas entidades e os impactos das novas diretrizes da Resolução 26.
Governança, integridade e confiança - A presidente da Fundação Copel, Ana Letícia Feller, destacou que a centralidade dos participantes na vida das entidades está ligada ao caráter voluntário da adesão aos planos de previdência. Por isso, segundo ela, é essencial garantir transparência e agilidade no acesso às informações para fortalecer a confiança dos trabalhadores na gestão dos planos.
Ana Letícia também ressaltou a importância de fortalecer práticas de integridade e compliance nas entidades, incluindo a atualização de códigos de ética, a existência de canais independentes de denúncia e o acompanhamento permanente dos riscos. Entre os desafios atuais, ela apontou ainda a necessidade de ampliar investimentos em segurança da informação e proteção de dados diante do crescimento das ameaças digitais.
A coordenadora-geral de Normas de Contabilidade da Previc, Cláudia Ashton, destacou que instrumentos como auditorias atuariais fortalecem os mecanismos de governança das entidades. Segundo ela, esses processos aumentam a segurança para patrocinadores, participantes e assistidos, além de permitir ao órgão supervisor identificar riscos atuariais que possam estar ocultos em inconsistências.
Comunicação como área estratégica - Durante sua apresentação, Patrícia destacou que a comunicação precisa partir da perspectiva de quem recebe a informação. “Se o participante não entende, a comunicação fracassa”, afirmou, citando comentários reais de participantes que demonstram a distância histórica entre a linguagem técnica do setor e a compreensão do público.
Segundo ela, colocar o participante no centro da comunicação exige uma mudança de lógica nas entidades, com linguagem simples, acessível e alinhada ao contexto das pessoas. A diretriz, prevista na Resolução 26, reconhece que a clareza na comunicação contribui para reduzir erros, retrabalho e conflitos, além de fortalecer a educação previdenciária e a confiança dos participantes.
A especialista também ressaltou que comunicação, relacionamento e educação previdenciária devem atuar de forma integrada. Essa sinergia, explicou, é fundamental para que o participante tenha condições de compreender o plano, tomar decisões conscientes e manter um vínculo de confiança com a entidade.
A coordenadora de Comunicação Social da Previc, Monyke Castilho, afirmou que a nova resolução tende a impulsionar avanços nas práticas de governança e comunicação das entidades. Para ela, é necessário abandonar expressões excessivamente técnicas e buscar formas mais acessíveis de explicar conceitos da previdência complementar aos participantes.
Diálogo que fortalece o sistema -A série Conexões Previc reforça a importância do diálogo entre regulador, entidades e representantes dos participantes para a evolução do sistema de previdência complementar fechada.
Para a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar), iniciativas que promovem esclarecimento sobre as normas e estimulam boas práticas de comunicação e governança são fundamentais para aproximar as entidades de seus participantes e fortalecer a transparência no setor.
Os seminários do Conexões Previc seguem nas próximas semanas, com debates sobre fiscalização das entidades, investimentos e novos procedimentos de licenciamento, ampliando o espaço de discussão sobre os desafios e as oportunidades da previdência complementar no país.
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