A Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e Autogestão em Saúde (Anapar) repudia veementemente a divulgação de informações que tentam associar os fundos de pensão ao Banco Master sem apresentar evidências que sustentem essas acusações. A disseminação de mentiras e suspeitas como se fossem fatos compromete a credibilidade de instituições que administram recursos destinados à aposentadoria de milhões de trabalhadores brasileiros.
Os esclarecimentos já divulgados por instituições do sistema precisam ser considerados. A Previ informou que o Banco Master sequer foi estudado como possível agente de mercado para atuar em seu nome. O Banco do Brasil também negou as acusações relacionadas ao caso. O Postalis, por sua vez, já se manifestou e esclareceu que não possui investimentos no Banco Master.
A tentativa de relacionar os fundos de pensão ao banco também envolve a divulgação de imagens de uma reunião realizada na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, com a participação de representantes do governo e dirigentes de entidades de previdência complementar. Conforme os esclarecimentos apresentados sobre o encontro oficial, a pauta tratava de questões relacionadas à Invepar e à Resolução CNPC nº 43/2021, e não de operações com o Banco Master. A utilização de imagens fora de contexto para sugerir irregularidades não constitui prova de qualquer negócio ilícito.
O histórico de fiscalização também deve ser levado em conta. Segundo as informações apresentadas pela Previ, o Tribunal de Contas da União realizou auditoria após denúncias infundadas envolvendo a entidade e não identificou irregularidades nas operações de investimentos examinadas. Alegações dessa natureza exigem apuração rigorosa, mas não podem ser convertidas em acusações generalizadas contra todo o sistema.
A Anapar defende a transparência, a fiscalização independente e a responsabilização sempre que houver provas de irregularidades. Isso, porém, não autoriza a divulgação de informações distorcidas nem a construção de narrativas que prejudiquem a reputação de instituições sem sustentação factual. O compromisso com o interesse público exige apuração responsável, contextualização dos fatos e respeito ao direito da sociedade de receber informações corretas.
Os fundos de pensão cumprem uma função social essencial: administrar recursos previdenciários para assegurar o pagamento de benefícios a participantes, aposentados e pensionistas. Enfraquecer a confiança nesse sistema por meio de acusações sem provas significa atingir também os trabalhadores que dependem dele para sua segurança financeira na aposentadoria.
A Anapar não aceitará que a previdência complementar fechada seja transformada em instrumento de disputas políticas ou utilizada para alimentar campanhas de desinformação orquestradas por pessoas que tentam esconder a própria história de mal feitos de malversacão de recursos públicos dos servidores por seus aliados e de tentativa de submissão e entrega de nossas riquezas.. A defesa do sistema não se confunde com a rejeição à fiscalização. Ao contrário, exige que os controles funcionem, que os fatos sejam apurados e que as conclusões respeitem as evidências.
Defender os fundos de pensão é defender os direitos dos trabalhadores brasileiros. A Anapar seguirá atuando pela transparência, pela integridade e pelo fortalecimento da previdência complementar fechada, em defesa dos participantes, assistidos e pensionistas.
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